Interferência Wi‑Fi em casa: encontre-a e prove-a

A interferência Wi‑Fi eleva o ruído por baixo do sinal. Identifique fontes domésticas prováveis e use um teste de isolamento para provar a causa.

A interferência Wi‑Fi pode deixar as barras iguais enquanto as chamadas congelam, porque o problema é ruído por baixo do sinal, não cobertura fraca. A chamada congela por noventa segundos e regressa; a tomada inteligente do corredor cai todas as noites à mesma hora; o telemóvel mantém três barras. Sinal forte, comportamento instável e padrão temporal são a assinatura da interferência, que um sinal mais forte não resolve.

A interferência Wi‑Fi não enfraquece o seu sinal#

A rádio precisa que o sinal se destaque do fundo, não apenas que seja alto. A interferência deixa o sinal no mesmo ponto e levanta o ruído por baixo. Essa diferença é a relação sinal/ruído (SNR): acima de 25 dB tudo funciona, 20 dB é o mínimo prático e abaixo de 15 dB a ligação desmorona mesmo que a leitura seja saudável. Consulte a referência de dBm e SNR.

Uma pergunta separa interferência de cobertura:

  • Problemas de cobertura têm um mapa. Falham sempre no mesmo local e melhoram quando caminha dez pés.
  • Problemas de interferência têm um relógio. Falham enquanto algo funciona, alguém chega a casa ou o micro-ondas aquece; uma hora depois estão bem.

Se o seu tem relógio em vez de mapa, comece por como se formam as zonas mortas. Muitas divisões têm ambos; teste primeiro a interferência, porque é gratuito.

Dois tipos de interferência: rádios que alternam e rádios que não alternam#

Outro Wi‑Fi. As rádios escutam antes de transmitir. Na mesma frequência, os dispositivos ouvem-se e alternam — interferência co-canal: mantém ligação limpa mas perde tempo de antena, throughput e latência. Se apenas se sobrepõem parcialmente, é interferência de canal adjacente: as tramas corrompem-se e nenhuma rádio espera. A sobreposição parcial é pior do que partilhar. Veja canais, vizinhos e ruído.

Tudo o resto. Micro-ondas, transmissores de vídeo e cabos mal blindados não falam Wi‑Fi. Nada lhes dá prioridade e o router não negoceia; a energia eleva o nível de ruído enquanto transmitem.

Suspeitos e a assinatura de cada um#

Quase todas as fontes domésticas vivem em 2,4 GHz.

Suspeito Onde está Comportamento Alcance Teste que prova
Micro-ondas 2,45 GHz, pior perto dos canais 6 e 11 Rajadas de 1–5 minutos Grave a 6 pés, sentido a 15 Aqueça água e observe ping
Câmara analógica/monitor de bebé Portadora contínua a 2,4 GHz Constante enquanto ligado Piso inteiro Desligue dez minutos
Monitor digital de bebé Salta frequências a 2,4 GHz Constante durante streaming Uma ou duas divisões Desligue dez minutos
Transmissor HDMI/vídeo sem fios 2,4 ou 5 GHz, largo e contínuo Enquanto a televisão está ligada Piso inteiro Desligue o transmissor
Áudio Bluetooth ou dongle cheio 2,4 GHz, salta cerca de 1.600 vezes/s Durante streaming/sincronização Polegadas a poucos pés Desligue Bluetooth
Dock USB 3, SSD ou cabo sem blindagem Ruído por toda a faixa de 2,4 GHz Enquanto ligado Polegadas a 3 pés Desligue o dock
Wi‑Fi vizinho A sua banda ou canal Segue o horário dos vizinhos Edifício Compare 21 h com 6 h
Sensores Zigbee ou Thread Fatias de 2,4 GHz Pequenos impulsos Uma divisão Mova o hub
Telefone sem fios antigo 2,4 GHz, largo Durante chamadas Piso inteiro Faça uma chamada e observe
Radar meteorológico via DFS Canais 52–144 de 5 GHz Raro e súbito Todos os clientes Veja o registo do router

Se o problema está no balcão da cozinha, consulte micro-ondas, metal e 2,4 GHz.

O ciclo de actividade importa mais do que a potência#

Classifique suspeitos pelo tempo que ocupam em cada segundo, não pelo volume. Um sensor Zigbee transmite milissegundos por hora; um monitor analógico transmite continuamente e é catastrófico com pouca potência, porque não deixa espaço para as suas tramas. A malha Zigbee ou Thread quase sempre é vítima, não agressora: sensores que caem estão muitas vezes no limite de cobertura 2,4 GHz.

Trocar de banda é o melhor diagnóstico único#

Quase tudo na tabela é um problema de 2,4 GHz. Passe o dispositivo para 5 GHz e repita a actividade. Se a falha desaparecer, eliminou dez suspeitos de uma vez e sabe a solução: mantenha portáteis, telefones e televisores em 5 GHz e deixe 2,4 GHz para sensores, como explica 2,4 vs 5 vs 6 GHz.

O teste de isolamento, passo a passo#

  1. Configure um indicador ao vivo. Um ping contínuo ao endereço LAN do router é ideal; um indicador de qualidade da chamada também serve. Um teste de velocidade não serve, pois perde rajadas.
  2. Registe uma linha de base. Sessenta segundos no local problemático, na banda que falha, sem mudar nada. Anote latência média, pior pico e perdas.
  3. Faça o controlo de banda. Entre em 5 GHz — dê-lhe temporariamente outro nome se o band steering o mudar — e repita. Bom em 5 GHz e mau em 2,4 GHz aponta para os suspeitos da tabela.
  4. Alterne um suspeito. Desligue, espere 60 segundos e meça; ligue, espere e meça. Faça duas tentativas: uma pode ser coincidência.
  5. Afaste-se quinze pés e repita o pior caso. Se o problema o acompanha pela casa, suspeite dos vizinhos ou do canal, não do gadget na secretária.
  6. Repita na hora má e numa hora calma. Um problema às 20 h que desaparece às 6 h é o edifício, não a cozinha.
  7. Registe quatro colunas: hora, alteração, latência média e perda. Seis linhas valem mais do que a memória.

Os números variam naturalmente. A intensidade pode oscilar 3–5 dB parado e a latência acompanha-a; conte apenas uma mudança superior a cerca de 10 dB ou um salto claro nas perdas.

Faça o teste com o mesmo dispositivo, no mesmo assento e na mesma banda. Uma alteração de posição pode mudar a leitura por reflexões, enquanto uma fonte de interferência pode ser ligada e desligada sem alterar as barras. A prova é uma melhoria repetível na latência e nas perdas, não apenas uma nova velocidade de pico.

Registe sempre hora e banda utilizadas.

Duas leituras iguais são evidência.

Repita sempre o teste.

Uma leitura saudável de -55 dBm pode continuar instável se o ruído subir. Um telefone sem fios de 5,8 GHz ocupa o topo da banda, incluindo os canais 149 a 165; desligue-o durante o teste para separar interferência de cobertura.

Perguntas frequentes#

O que causa interferência Wi‑Fi numa casa?

Qualquer emissor na mesma banda e as redes vizinhas. Os culpados comuns são micro-ondas, câmaras e monitores de bebé, transmissores HDMI, docks USB 3 sem blindagem, telefones sem fios antigos e redes de outras pessoas. Quase todos estão em 2,4 GHz.

Que dispositivos domésticos interferem realmente?

Classifique-os pelo tempo de emissão. Os emissores contínuos causam o dano: câmara analógica, monitor de bebé, transmissor HDMI ou dock USB 3. Micro-ondas e telefones antigos só incomodam durante o uso. Zigbee e Thread são quase sempre vítimas.

O Bluetooth interfere com o Wi‑Fi?

Raramente de forma perceptível. Partilha 2,4 GHz, mas salta rapidamente e evita canais ocupados, com uma fracção da potência do router. Torna-se problema quando o dongle Bluetooth fica a centímetros de uma antena Wi‑Fi, junto a uma porta USB 3.

O Wi‑Fi do vizinho pode interferir?

Sim, e é a fonte mais comum em apartamentos e casas geminadas. No mesmo canal custa tempo de antena porque as rádios alternam; com sobreposição parcial é pior, pois as tramas corrompem-se. Mudar para um canal sem sobreposição ou reduzir a largura costuma ajudar mais do que comprar hardware.

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