MoCA vs extensor Wi-Fi: porque o backhaul com fios vence
MoCA vs extensor Wi-Fi: compare coaxial, Ethernet e pontos de acesso e veja porque o backhaul com fios supera uma retransmissão sem fios.
Na escolha entre MoCA e um extensor Wi-Fi, a diferença decisiva é saber se o backhaul usa tempo de antena sem fios partilhado.
Todos os extensores sem fios e todos os nós mesh sem fios têm a mesma fraqueza: precisam de gastar tempo de antena a receber os dados antes de gastarem mais tempo a enviá-los. Dê um cabo a uma dessas caixas e a fraqueza desaparece. A divisão recebe um rádio com sinal total através de uma ligação rápida, e deixam de se aplicar as regras que limitam a posição de um repetidor.
A objecção é sempre a mesma — não consigo passar cabos pela casa. Muitas vezes não é preciso. A maioria das casas já tem um fio que serve para isso.
MoCA vs extensor Wi-Fi: o que um cabo realmente oferece#
São três coisas, e não são o mesmo benefício.
Velocidade total na extremidade distante. Um repetidor herda a velocidade da ligação fraca e ainda paga uma penalização. Um ponto de acesso ligado por cabo começa de novo: um dispositivo ao lado dele vê as velocidades que veria junto ao router.
Liberdade de posicionamento. Esta é a vantagem subestimada. Um nó sem fios tem de ficar onde consegue ouvir o nó principal, que normalmente não é onde a cobertura é necessária. Um nó com fios fica exactamente onde estão as pessoas, porque a qualidade da ligação já não depende das paredes entre os dois. Deixa de se aplicar a aritmética dos saltos que limita os nós mesh sem fios.
Tempo de antena recuperado. Cada transmissão do backhaul sem fios ocupa o mesmo canal usado pelos seus dispositivos. Remover esse tráfego torna o resto da rede mais rápido, mesmo em divisões afastadas do novo nó.
MoCA: o cabo que já tem#
Se a casa alguma vez teve televisão por cabo ou satélite, há coaxial a chegar a duas ou mais divisões por dentro das paredes. Os adaptadores MoCA transformam-no em Ethernet a velocidades que nenhum salto sem fios consegue igualar.
A instalação usa duas caixas pequenas. Uma fica junto ao router, recebe Ethernet de uma porta LAN e coaxial da tomada. A outra fica numa tomada da divisão distante e disponibiliza Ethernet nesse local. O MoCA funciona aproximadamente entre 1,1 e 1,6 GHz no cabo, acima das frequências usadas pela Internet por cabo e pela televisão, por isso coexiste com um serviço activo.
| Geração | Velocidade real típica | Melhor utilização |
|---|---|---|
| MoCA 2.0, bonded | 500–900 Mbps | Alimentar um ponto de acesso ou televisor numa casa antiga com cablagem |
| MoCA 2.5 | 1–2 Gbps, com portas 2.5 GbE | Planos acima de gigabit, escritório ligado por cabo, backhaul mesh |
Três pontos práticos decidem se funciona:
- Os repartidores têm de deixar passar as frequências MoCA. Repartidores antigos marcados 5–1000 MHz bloqueiam-no; procure modelos classificados para pelo menos 1675 MHz. É a razão mais comum para um par não estabelecer ligação numa casa que claramente tem coaxial.
- As duas tomadas têm de estar na mesma árvore coaxial. O sinal atravessa repartidores, mas não salta entre percursos sem ligação.
- Instale um filtro de entrada no ponto onde o cabo entra em casa. Este reflecte o sinal para dentro, melhora a velocidade e impede que a rede saia para a instalação exterior.
Uma passagem de Cat6#
Se não houver coaxial, há muitas vezes um percurso que ninguém procura: junto ao rodapé, pelo canto da escada, através de um único furo para a cave ou o sótão, ou por trás da guarnição entre duas divisões.
A física é permissiva. Cat5e e Cat6 transportam um gigabit até 328 pés, por isso a distância nunca é o limite numa casa — o percurso é. O Cat6 também suporta 2,5 e 5 Gbps em distâncias domésticas, um pequeno extra que compensa se só vai passar o cabo uma vez.
Só precisa de uma passagem. Um ponto de acesso transforma um local com fios em cobertura sem fios para tudo à sua volta, por isso escolha o percurso que chega à pior zona da casa, não o mais fácil de instalar. Cabo plano por baixo da orla do tapete e uma calha pintável ao longo do rodapé funcionam e são reversíveis, algo importante numa casa arrendada. Quando não há cabo nem coaxial, o powerline através da instalação eléctrica é a alternativa — mais lento e menos previsível, mas continua a ser um fio.
Transformar um router antigo num ponto de acesso#
A caixa guardada na gaveta desde duas actualizações atrás é um ponto de acesso perfeitamente válido. Só é router porque o software o diz, e pode desligar essa função.
- Reponha as definições de fábrica e ligue directamente um portátil por cabo. Ainda não o ligue à rede principal.
- Procure o modo de ponto de acesso ou bridge. Muitos routers têm um; ele executa os passos 3 a 5. Use-o e avance.
- Dê-lhe um IP LAN estático dentro da rede principal, mas fora do conjunto DHCP. Se o router principal é 192.168.1.1 e atribui .100 a .200, defina o antigo como 192.168.1.2.
- Desactive o servidor DHCP. Este é o passo mais importante. Dois servidores DHCP numa rede causam falhas intermitentes difíceis de diagnosticar.
- Ignore completamente a porta WAN. Ligar-lhe o cabo é o erro clássico: cria uma segunda camada NAT e quebra o tráfego entre dispositivos.
- Defina o SSID e a segurança para coincidirem com a rede principal se quiser roaming, ou use um nome separado se preferir escolher manualmente — a diferença está explicada em reutilizar ou não o nome da rede principal.
- Defina manualmente os canais para não colidirem com o router principal. Em 2,4 GHz use 1, 6 ou 11 e escolha outro; em 5 GHz escolha um bloco sem sobreposição.
- Passe o cabo de uma porta LAN do router principal — ou do adaptador MoCA ou powerline — para uma porta LAN do router antigo. LAN para LAN, nunca WAN.
- Verifique. Ligue um telemóvel ao novo ponto de acesso e confirme que o IP veio do intervalo do router principal. Se veio, terminou.
Porque um AP com fios vence três nós sem fios#
Esta é a comparação que surpreende quem acabou de comprar um conjunto de três.
| Configuração | Velocidade típica na divisão distante | Latência acrescentada | Principal fraqueza |
|---|---|---|---|
| Apenas router, divisão distante a cerca de -75 dBm | 10–40 Mbps | Nenhuma | É o problema inicial |
| Extensor de um só rádio correctamente colocado | 30–80 Mbps | 3–8 ms | Reduz a velocidade para metade por concepção |
| Mesh sem fios de três nós, nó distante a dois saltos | 80–150 Mbps | 5–15 ms | Cada salto custa e os nós consomem tempo de antena |
| Um ponto de acesso com cabo | 300–600 Mbps | Cerca de 1 ms | Exige o cabo, uma vez |
Três razões explicam a vitória da última linha:
Os saltos acumulam-se. Dois saltos sem fios a partir do gateway são o limite prático, e o segundo já entrega uma fracção do primeiro. Um cabo não tem saltos.
Os nós competem pelo ar. Os nós sem fios no mesmo canal partilham-no com os dispositivos, por isso acrescentar um terceiro nó pode reduzir a capacidade total em vez de a aumentar.
O posicionamento fica mais fácil. A posição de um nó sem fios é um compromisso entre onde a cobertura é necessária e onde a ligação principal é forte. Retire a segunda restrição e um ponto de acesso no verdadeiro centro do problema costuma cobrir mais área utilizável do que dois nós colocados defensivamente em redor de um backhaul fraco.
Isto não significa que mesh seja errado. Mesh com um nó ligado por cabo é um produto diferente de mesh sem cabo, e a decisão entre extensor e mesh muda completamente quando há um cabo disponível.
Perguntas frequentes#
O MoCA é melhor do que um extensor Wi-Fi?
Para tudo o que precisa de velocidade real, sim, e a diferença é grande. O MoCA através de coaxial existente costuma oferecer 500–900 Mbps em equipamento 2.0 e 1–2 Gbps em 2.5, enquanto um extensor de um só rádio reduz aproximadamente para metade qualquer sinal fraco que receba. A condição é ter uma tomada coaxial em ambas as divisões e repartidores que deixem passar as frequências.
Preciso de um serviço de televisão por cabo para usar MoCA?
Não. O MoCA precisa do coaxial, não de uma subscrição activa. Uma rede de cabo sem utilização, deixada por um proprietário anterior, funciona bem e por vezes melhor, porque não há equipamento de televisão no percurso.
Posso usar um router antigo como ponto de acesso?
Sim, é uma das actualizações com melhor relação custo-benefício. Reponha-o, dê-lhe um endereço estático fora do intervalo DHCP do router principal, desligue o servidor DHCP e ligue LAN a LAN. Use o modo de ponto de acesso ou bridge se existir, pois automatiza grande parte do processo.
Até que distância posso passar um cabo Ethernet numa casa?
Até 328 pés para Cat5e ou Cat6 a velocidades gigabit, muito mais do que qualquer percurso doméstico precisa. O limite prático é saber se o cabo consegue chegar fisicamente, não a distância. O Cat6 também suporta 2,5 e 5 Gbps em distâncias domésticas.
Numa casa compacta, um ponto de acesso central junto a um router bem colocado costuma cobrir tudo. Em casas compridas, altas ou muito divididas, pode ainda precisar de duas posições de rádio, mas ligar uma delas por cabo transforma uma cadeia frágil em dois percursos independentes.